Mitos sobre o Suicídio

Fonte: Blog Morte sem Tabu (clique aqui)

 

 

A cartilha da OMS “Preventing Suicide” (Prevenindo o suicídio), indica alguns mitos sobre o suicídio, listados abaixo em tradução livre.

 

  • Mito: “Pessoas que falam sobre suicídio não estão falando sério”. Fato: pessoas que falam a respeito estão buscando ajuda e suporte. Um número significativo daqueles que contemplam o suicídio estão experienciando ansiedade, depressão e falta de esperança e podem sentir que não há outra alternativa.

 

  • Mito: “A maior parte dos suicídios acontece sem aviso prévio”. Fato: a maioria dos suicídios ocorre precedidos de sinais de alertas, sejam verbais ou comportamentais. Claro que alguns ocorrem sem avisos, mas é importante entender quais são os sinais e procurar por eles, como: ter tido uma tentativa prévia de suicídio, distúrbios mentais, perda financeira ou de emprego, dor crônica ou doença, falta de esperança (normalmente acompanhada de distúrbios mentais ou tentativas anteriores de suicídio), histórico familiar, abuso de álcool e outras substâncias, genética e fatores biológicos (como baixos níveis de serotonina, que são associados a pacientes com distúrbios de humor, esquizofrenia e distúrbios de personalidade).

 

  • Mito: “Alguém que é suicida está determinado a morrer”: Fato: pessoas com tendências suicidas são ambivalentes sobre viver ou morrer e o ato pode ocorrer por impulso. Acesso a apoio emocional na hora certa pode ser determinante para evitá-lo.

 

  • Mito: “Uma vez suicida, ele ou ela será para sempre um suicida em potencial”. Fato: muitas vezes a vontade de se matar é temporária e específica a uma situação. Pensamentos suicidas podem retornar, mas não são permanentes.

 

  • Mito: “Só pessoas com distúrbios mentais são suicidas”. Fato: o comportamento suicida indica uma profunda infelicidade, mas não é necessariamente fruto de um distúrbio mental. Muitas pessoas que vivem com doenças mentais não são afetadas por comportamentos suicidas e nem todos que tiram sua própria vida tinham esses tipos de distúrbios.

 

  • Mito: “Falar sobre suicídio é uma ideia ruim e pode ser interpretado como encorajamento”. Fato: devido ao tabu em torno do tema, muitas pessoas que estão contemplando o suicídio não sabem com quem falar a respeito. Ao invés de encorajar o comportamento, falar abertamente sobre isso pode dar outras opções ou um tempo para repensarem sua decisão, evitando o ato.

 

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) inclui outro mito não mencionado pela OMS que é:

 

  • Mito: “o suicídio é uma decisão individual, já que cada um tem pleno direito a exercitar o seu livre arbítrio”. Fato: suicidas estão passando quase invariavelmente por uma doença mental que altera, de forma radical, a sua percepção de realidade e interfere em seu livre arbítrio. O tratamento eficaz da doença mental é o pilar mais importante de prevenção do suicídio. Após o tratamento da doença mental, o desejo de se matar desaparece.

 

ONDE PROCURAR AJUDA?

 

  • Escuta emergencial – Centro de Valorização da Vida – telefone 188 ou site www.cvv.org.br (clique aqui).

  • Em caso de risco de suicídio iminente, ligar para 190 ou 192 e solicitar atendimento.

  • Você pode procurar um diretor/coordenador de escola, padre, assistente social, pastor, médico, enfermeiro, líder comunitário e pegar encaminhamentos e sugestões no seu local de residência ou trabalho.

  • Planos de saúde: entre em contato diretamente com seu plano para conhecer os serviços de psiquiatria e psicologia disponíveis.

  • Rede pública de hospitais e CAPS em seu município.

  • Buscar o atendimento de um Psicólogo ou de um Psiquiatra.

  • Iniciativa Fique Vivo - projeto de acolhimento digital 24 horas por dia e 7 dias por semana para construir uma rede de proteção à pessoa em sofrimento emocional com risco de vida. Clique aqui para acessar.

  • Procure nosso Instituto em Campinas, Jundiaí e região.

 

Flor de Cerejeira Instituto de Psicologia

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