Prevenção ao Suicídio

 

É difícil imaginar a dor psicológica extrema que leva alguém a decidir que o suicídio é sua única opção...

 

Todos os anos são registrados mais de um milhão de suicídios em todo o mundo. No Brasil, são cerca de 25 pessoas por dia e, pelo menos, outras 125 deixadas para traz para lidarem com essa morte. Apesar disso ninguém quer falar e ninguém quer ouvir sobre ele. É um tema tabu, mas também um problema de saúde pública. Fingir que a questão não existe infelizmente não faz com que ela desapareça, só torna mais difícil sua discussão e estudo, para os profissionais, e a busca de auxílio para todos os envolvidos.

 

Causas

Um dos maiores erros que cometemos ao pensar numa atitude tão extrema como essa é achar que ela teve uma determinada causa.  O suicídio é o ponto final em que chegam pessoas submetidas não a um, mas a vários fatores ao mesmo tempo. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), os principais fatores de risco associados ao comportamento suicida são:

Apesar de ninguém ser realmente capaz de prever com exatidão qual paciente irá se suicidar, podendo-se apenas estimar o risco, a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta três características psicopatológicas comuns no estado mental dos suicidas. São elas:

 

1. Ambivalência: o desejo de viver e de morrer se confundem na pessoa. Há urgência em sair da dor e do sofrimento com a morte, entretanto há o desejo de sobreviver a esta tormenta. Se for dado oportunamente o apoio emocional necessário para reforçar o desejo de viver, logo a intenção e o risco de suicídio diminuirão.

 

2. Impulsividade: o suicídio, por mais planejado que seja, parte de um ato que é usualmente motivado por eventos negativos. O impulso para cometer suicídio é transitório e tem duração de alguns minutos ou horas. Acolher a pessoa durante a crise com ajuda empática adequada pode interromper o impulso suicida do paciente.

 

3. Rigidez: quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos, ou seja, ela pensa constantemente sobre o suicídio e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair do problema.

 

Além disso, seu funcionamento mental gira em torno de três sentimentos: intolerável (não suportar); inescapável (sem saída); e interminável (sem fim).

 

O ato de mostrar cuidado e preocupação para alguém que pode estar vulnerável ao suicídio pode ser um divisor de águas. Não tenha medo de perguntar se alguém está pensando em acabar com tudo. Pode ser exatamente a pergunta que ela precisa ouvir para se sentir compreendida. Se você tem notado em alguém próximo mudanças de comportamento, aumento do uso de álcool ou drogas, pessimismo muito intenso ou desesperança nas conversas, fale abertamente com ela. Demonstre interesse, ofereça ajuda para conseguir uma consulta, acione familiares se for o caso.

 

 

 

ONDE PROCURAR AJUDA?

 

  • Escuta emergencial – Centro de Valorização da Vida – telefone 188 ou site www.cvv.org.br (clique aqui).

  • Em caso de risco de suicídio iminente, ligar para 190 ou 192 e solicitar atendimento.

  • Você pode procurar um diretor/coordenador de escola, padre, assistente social, pastor, médico, enfermeiro, líder comunitário e pegar encaminhamentos e sugestões no seu local de residência ou trabalho.

  • Planos de saúde: entre em contato diretamente com seu plano para conhecer os serviços de psiquiatria e psicologia disponíveis.

  • Rede pública de hospitais e CAPS em seu município.

  • Buscar o atendimento de um Psicólogo ou de um Psiquiatra.

  • Iniciativa Fique Vivo - projeto de acolhimento digital 24 horas por dia e 7 dias por semana para construir uma rede de proteção à pessoa em sofrimento emocional com risco de vida. Clique aqui para acessar.

  • Procure nossa Clínica de Psicologia em Campinas, Jundiaí e região.

 

 

Flor de Cerejeira Instituto de Psicologia

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